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Embargos de declaração de Lula constituem peça juridicamente imprestável
21/02/2018 às 00:35 Ler na área do assinante
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob a batuta do advogado Cristiano Zanin e reforçada pelo ex-ministro Sepúlveda Pertence, apresentou nesta terça-feira (20) os embargos de declaração no recurso contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que confirmou a sentença condenatória prolatada pelo juiz Sérgio Moro.
A peça contendo 175 páginas é infame, juridicamente imprestável.
Os questionamentos e assuntos abordados pelos advogados do ex-presidente não guardam a menor consonância com a discussão cabível na atual fase processual.
Serão fatalmente indeferidos pela 8ª turma do TRF-4.
Embargos de Declaração, qualquer estagiário de direito sabe, tem o cunho específico de buscar o esclarecimento de alguma dúvida ou contradição da sentença. Ponto final.
Não cabe nesta fase qualquer outro tipo de discussão.
Entretanto, ignorando o óbvio, Zanin e sua trupe pretendem na peça o reconhecimento da ‘inocência’ do meliante.
Lula já está condenado. É ponto pacífico.
Os embargos propostos constituem mera politicagem, desprovidos de substância, aptos a serem jogados no lixo.