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A Justiça do Trabalho e a flagrante atuação em favor de um réu condenado por corrupção
10/01/2018 às 09:26 Ler na área do assinante
Um ex-gerente da Caixa Econômica Federal, condenado à prisão por crime contra o sistema financeiro nacional, com a progressão do regime de cumprimento da pena, passando do regime fechado para o semiaberto, teve a seu favor uma extraordinária e inusitada decisão da Justiça do Trabalho.
Segundo o jornalista Claudio Humberto, ‘como o bandido ganhou o regime semiaberto, a Justiça do Trabalho deu 48 horas à Caixa para reintegrá-lo ao sistema que ele roubou’. Ou seja, a Caixa está obrigada a readmitir o bandido.
A alegação da Caixa de que a readmissão ao banco de alguém condenado criminalmente era algo extremamente temerário, foi ignorada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.
É a prevalência da máxima de que no Brasil o crime realmente compensa.
O tal gerente, além da readmissão, enquanto estiver no semiaberto continuará recebendo o auxílio reclusão, um 'penduricalho' de R$ 3.384 mensais.
É inacreditável, mas é verdade.