Nikolas Ferreira ressurge com novo vídeo histórico: agora pela anistia dos presos do 8 de Janeiro

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O deputado federal Nikolas Ferreira lançou nesta semana um novo vídeo que já causa forte repercussão nas redes sociais.

Depois do estrondoso sucesso do vídeo sobre o PIX — que ultrapassou 300 milhões de visualizações e forçou o governo a recuar —, Nikolas viu com clareza o poder que tinha em mãos. Agora, volta seus esforços para uma nova missão: defender o projeto de lei 2.858/2022, que propõe a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.

Logo na abertura, Nikolas impacta: relembra a história de Rosa Parks, a mulher negra que, em 1955, se recusou a ceder seu lugar no ônibus para um branco e desencadeou um dos maiores movimentos pelos direitos civis nos Estados Unidos.

A seguir, faz um paralelo direto com o Brasil: apresenta Débora Rodrigues dos Santos, cabeleireira, mãe de dois filhos, condenada a absurdos 14 anos de prisão simplesmente por escrever “Perdeu, Mané” com um batom.

“Lá foi um ônibus. Aqui, um batom.”

O vídeo segue revelando casos chocantes: cidadãos presos sem provas de violência, sem histórico de vandalismo, mas que, mesmo assim, estão apodrecendo nas prisões.

Nikolas denuncia a desproporcionalidade das decisões do STF — enquanto traficantes são soltos com facilidade, cidadãos comuns enfrentam sentenças severas por atos sem violência.

Ele relata, por exemplo:

– Eliane Amorim, manicure presa meses após os atos, sem provas de depredação.

– Giovanna, balconista grávida de oito meses, que chegou a Brasília horas depois da destruição e mesmo assim foi presa.

– Paulo Gabriel da Silveira, vendedor de bandeiras, que nem estava na capital durante os eventos, mas também foi processado e condenado.

– Flávio Beltrão, morador de rua que buscava abrigo nos acampamentos e acabou preso sem qualquer evidência de participação.

Nikolas escancara o absurdo: o rigor judicial só vale para uns — para outros, o perdão é garantido.

Ele compara:

“Em 2006, o MST invadiu e depredou a Câmara. Condenados? Zero.”
“Em 2017, o Ocupa Brasília queimou prédios públicos. Condenados? Zero.”
“Em 2018, integrantes do MST picharam o prédio da ministra Cármen Lúcia. Condenados? Zero.”

Onde estava o STF para aplicar 14 anos de cadeia a esses manifestantes?

Em sua conclusão, Nikolas crava: defender a anistia não é passar pano para o que aconteceu no 8 de Janeiro.

É, antes de tudo, defender a democracia — e uma democracia não sobrevive com dois pesos e duas medidas.

“Ou pune-se igualmente, ou anistia-se igualmente.”

O vídeo encerra com um chamado à ação: manifestação “Anistia Já”, marcada para o dia 6 de abril de 2025, às 16h, na Avenida Paulista.

Confira o vídeo:

da Redação