
“Dia da Libertação”: A nova era tarifária de Trump reacende a guerra econômica global
02/04/2025 às 15:40 Ler na área do assinante
Nesta quarta-feira, 02 de abril, o mundo acordou sob o impacto de uma decisão que promete marcar a década: Donald Trump, anunciou o “Dia da Libertação” — um pacote massivo de tarifas alfandegárias com o objetivo de “reindustrializar os Estados Unidos e pôr fim à dependência econômica da China”.
Os mercados reagem com forte volatilidade. A decisão tem efeitos globais, e diferentes potências se reposicionam frente à nova realidade.
O “Dia da Libertação” impõe tarifas de até 60% sobre produtos chineses e revoga acordos comerciais considerados “desvantajosos”. Trump declarou que, é hora de “libertar o trabalhador americano da escravidão do globalismo”.
Wall Street, no entanto, mostra hesitação. Analistas temem uma guerra comercial prolongada e impactos sobre a inflação. O dólar disparou, enquanto setores exportadores expressam preocupação com retaliações.
Em Pequim, a reação foi contida — mas estratégica. O porta-voz do Ministério do Comércio chinês classificou a medida como “unilateral, retrógrada e hostil”, prometendo “respostas proporcionais”. A China deve fortalecer seus laços comerciais com a Ásia, África e América Latina, promovendo a Nova Rota da Seda como alternativa à ordem ocidental.
Internamente, o regime comunista usa o momento para reforçar a narrativa de autossuficiência e reafirmar sua liderança global no Sul Global.
Na Europa, o anúncio de Trump aprofundou divisões já existentes. Alemanha e França criticaram duramente as tarifas, enquanto países do Leste Europeu, mais alinhados com os EUA, adotaram tom neutro. A Comissão Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir medidas compensatórias.
Com a economia enfraquecida após anos de estagnação e instabilidade política em países como França, Itália e Espanha, a União Europeia se vê novamente dependente do jogo entre China e EUA — sem poder de barganha claro.
Para Moscou, a instabilidade ocidental é uma oportunidade. O Kremlin elogiou, com ironia, a “autonomia soberana” dos EUA e ofereceu à China “cooperação estratégica em setores vitais”. Rússia e China vêm aprofundando laços, inclusive no campo energético e tecnológico, como forma de escapar das sanções ocidentais.
Nesta quarta-feira, 2 de abril, em Pequim, os chanceleres Sergey Lavrov ( Rússia ) e Wang Yi ( China) assinaram os novos acordos de cooperação bilateral.
O rublo se fortaleceu levemente, e o governo russo vê espaço para ampliar sua influência econômica nos BRICS, agora com Brasil, Índia e África do Sul buscando alternativas aos polos tradicionais.
No Brasil, a reação foi pragmática. O governo evita alinhamentos explícitos, tentando equilibrar os interesses do agronegócio — preocupado com possíveis retaliações chinesas — e da indústria, que vislumbra oportunidades na nova configuração tarifária. Economistas alertam para os riscos de volatilidade cambial e novas pressões inflacionárias.
Com forte dependência da China como principal parceiro comercial, e dos EUA como referência político-estratégica, o Brasil aposta numa diplomacia ambígua. Mas o “Dia da Libertação” pode forçar o país a escolher um lado — ou reinventar sua posição no tabuleiro global.
Com poucos sinais concretos de Washington, o temor é que uma tarifa linear se some a medidas já em vigor, como as aplicadas sobre aço e alumínio, agravando os impactos sobre setores-chave da economia brasileira.
Produtos semiacabados de aço, como blocos e placas, estão entre os principais itens exportados pelo Brasil aos EUA, ao lado de petróleo bruto, produtos semiacabados de ferro e aeronaves. Segundo dados do governo americano, o Brasil figura entre os três maiores fornecedores de aço ao país, com US$ 2,66 bilhões em vendas no ano passado.
Em outra frente, Trump também impôs tarifas sobre automóveis importados, medida que ameaça diretamente o setor de autopeças brasileiro. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,3 bilhão em componentes para os EUA.
Trump detém a chave do bem mais valioso para qualquer fabricante estrangeiro: o acesso ao consumidor americano. Trata-se de um mercado gigantesco, que movimenta trilhões por ano e sustenta economias inteiras ao redor do mundo. E agora, com tarifas agressivas, ele pode ser trancado a qualquer momento.
Governos estrangeiros sabem disso — e não podem correr o risco de ver suas fábricas pararem de uma hora para outra. Tarifas altas podem sufocar a manufatura de um país da noite para o dia. Diante disso, só restam duas alternativas: se adaptar às novas regras do jogo ou assistir suas indústrias irem à falência.
Trump reposiciona os Estados Unidos como árbitro global do comércio — e quem quiser continuar jogando, terá que aceitar o novo campo. Resta saber se o BRICS terá força — e coesão — para conter o avanço de Trump.
Karina Michelin. Jornalista.
Nas últimas semanas, a possibilidade de prisão de Jair Bolsonaro absurdamente se tornou realidade. A cruel perseguição contra o ex-presidente, seus aliados e sua família parece não ter limites! O "sistema" quer esconder o que realmente aconteceu em 2022... Tudo sobre aquele pleito eleitoral foi documentado no livro "O Fantasma do Alvorada - A Volta à Cena do Crime", um best seller no Brasil. Não perca tempo. Caso tenha interesse, clique no link abaixo para adquirir essa obra:
https://www.conteudoconservador.com.br/products/o-fantasma-do-alvorada-a-volta-a-cena-do-crime
O próprio Bolsonaro já conhece o livro:

Aproveite e torne-se nosso assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
Siga o Jornal da Cidade Online no Facebook: https://www.facebook.com/jornaldacidadeonline