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Cármen Lúcia e a falta de coragem para enquadrar Gilmar e atender o clamor de ‘Sua Excelência, o Povo’
26/08/2017 às 10:02 Ler na área do assinante
Quando a ministra Cármen Lúcia tomou posse como presidente do Supremo Tribunal Federal, deu um alento de esperança ao povo brasileiro.
O seu discurso de posse foi apoteótico, notadamente pela fantástica ‘quebra de protocolo’ levada a efeito pela empossada.
A ministra iniciou sua participação na cerimônia com um pedido de licença para quebrar protocolo. Ao cumprimentar primeiro não a maior autoridade presente, o presidente Michel Temer, mas ‘Sua Excelência, o povo’. Depois foi a vez das pessoas que recorrem ao Judiciário, e só depois as autoridades presentes.
Naquele dia memorável, Cármen Lúcia reconheceu que o Judiciário brasileiro não atendia as expectativas da população e, mais do que uma reforma, precisava passar por transformação.
Hoje, ‘Sua Excelência, o Povo’, questiona, cadê a prometida transformação?
Os casos envolvendo o ministro Gilmar Mendes constituem-se num flagrante exemplo.
Infelizmente, estamos assistindo que os pedidos contra o ministro estão adormecidos e engavetados no gabinete da presidente do STF.
São três pedidos de suspeição apresentados pelo MPF que permanecem sem qualquer andamento.
Enquanto isso, em todo o Brasil, ‘Sua Excelência, o Povo’ clama por uma punição exemplar contra o ‘ser supremo’.
Parece que passou da hora de Cármen Lúcia tomar uma atitude, honrar a sua saudação de posse e o cargo que ostenta, sob pena de ter o seu mandato marcado por uma sequência interminável e lamentável de ilegalidades.