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Renan e Sarney, sinônimos de ilicitude e impunidade, comandavam a trama contra a PF
23/10/2016 às 10:12 Ler na área do assinante
A Operação Métis foi deflagrada pela Polícia Federal para desbaratar uma organização criminosa que agia dentro do Senado, recebendo salário do contribuinte e a proteção do senador Renan Calheiros e do ex-senador José Sarney.
O grupo montou uma engenhosa operação de contrainteligência com o objetivo de localizar e destruir escutas telefônicas e ambientais de parlamentares envolvidos na Lava Jato.
Os atos ocorreram principalmente nos anos de 2015 e 2016, durante o curso da Operação Lava Jato.
O serviço da Polícia Legislativa tem a atribuição de zelar pela segurança dos senadores e pelo policiamento da Casa
Os policiais legislativos presos foram treinados em serviço de contrainteligência nos Estados Unidos, tudo custeado pelo Senado, com o claro objetivo de obstruir os serviços da Lava Jato.
O Ministério Público quando pediu a prisão dos envolvidos foi categórico sustentando que ‘A deliberada utilização de um equipamento sofisticado, de propriedade do Senado Federal, utilizando recursos públicos, passagens aéreas custeadas pelo Erário e servidores concursados, em escritórios ou residências particulares, não possui outro objetivo senão o de embaraçar a investigação de infração penal que envolve organização criminosa’
Mesmo assim, o presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu a atuação da Polícia Legislativa, assumindo que foi a seu mando, numa clara afronta à Polícia Federal.
da Redação