
Doações eleitorais de desempregados e mortos demonstram imundície de políticos e empresários
30/09/2016 às 12:23 Ler na área do assinante
A proibição nas eleições de 2016 de que empresas privadas não poderiam fazer doações, não inibiu a classe política, nem tampouco boa parte do empresariado.
A Lava Jato desvendou que as tais doações eram na realidade propina.
E a propina, pelo visto, continua chegando nos bolsos dos políticos, desta feita através da figura do ‘laranja’.
A ousadia é grande e o sentimento de impunidade continua a prevalecer.
Um levantamento preliminar feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)e pelo Tribunal de Contas da União (TCU)registra doações de 21.400 ‘desempregados’ a campanhas políticas nas eleições de 2016, totalizando R$ 52 milhões até o dia 26 de setembro. No mesmo levantamento, foram verificadas doações de 143 pessoas ‘mortas’ (com registro de óbito) no valor de R$ 272 mil.
Fica óbvio que são doações de origem ilícitas, mascaradas.
Flagrante fraude eleitoral.
Uma clara demonstração de que a Lava Jato não pode encerrar suas atividades, em hipótese alguma.
da Redação