Bravatas não adiantam mais. Lula só tem uma chance (ou seriam duas) ...
22/09/2016 às 09:17 Ler na área do assinanteOs argumentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus advogados não funcionam mais perante a opinião pública.
Apenas parte da militância petista ainda dá eco as bazófias de Lula.
Assim o cerco vai se fechando mais rápido do que se imaginava.
Diante das provas já colhidas e delações homologadas, a rigor, Lula só tem uma chance.
E ela se apresenta extremamente distante e difícil.
A possibilidade de salvação seria conseguir tirar os seus casos da República de Curitiba e das mãos do juiz Sérgio Moro, levando-os para o aconchego do Supremo Tribunal Federal (STF).
Se Lula soubesse disso teria sido candidato em 2014, mesmo que fosse a deputado federal, hoje estaria sob a proteção do ‘foro privilegiado’.
Presunçoso, vaidoso, acreditava piamente na impunidade, mal que acomete a grande maioria dos políticos brasileiros.
O plano ‘B’ de Lula, ou a sua segunda possibilidade de escapar da prisão, é o asilo político.
A preferência de Lula seria pela Itália, mas a imprensa italiana, tão logo o assunto foi ventilado, tratou com desprezo e sarcasmo.
O jornal ‘Corriere dela Sera’, por exemplo, estampou matérias ironizando o caso.
‘Bem, agora nós permitimos asilo político à Lula, depois a troca imediata com Battisti (...)’.
‘Vamos aceitá-lo, para então depois fazermos a troca com o outro criminoso, Cesare Battisti, e assim, devolvê-lo para as prisões brasileiras’.
Na realidade, o caso de Lula, em hipótese alguma, preenche os requisitos ensejadores da obtenção de asilo político.
O ex-presidente não é vítima de perseguição política. Muito pelo contrário, é réu em função do cometimento de crimes comuns, após a realização de inquérito, investigações e o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal, instituição democrática e constitucional.
Porém, restaria a Lula a tentativa de obtenção de asilo em países de ideologia ditatorial, casos de Venezuela e Cuba, cujos governos não se prestariam a análise dos requisitos necessários para a sua concessão e com os quais o ex-presidente tem fortes ligações.
Cabe a Polícia Federal não permitir em caso de condenação.
Seria frustrante para o povo brasileiro assistir a fuga de um criminoso condenado por crimes tão relevantes.
Amanda Acosta
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