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Alguém precisa avisar à equipe direta de comunicação do presidente interino Michel Temer que, atualmente, a informação circula quase instantaneamente e não é possível tentar colar um factoide na imprensa comunicando tratar-se de um factoide. Montar um enorme esquema de segurança e mídia e informar aos jornalistas que o titular da Presidência da República Federativa do Brasil vai buscar o filhote na escola, em Brasília, não vai render uma matéria do tipo: "Presidente Temer é um homem de família"; ou "Temer faz questão de buscar o filho na escola"; ou, ainda, "O presidente é belo, recatado e do lar".
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Esse tipo de manipulação da informação funcionou muito bem no Brasil até o final do Século XX. Hoje, o potencial de o "método" transformar-se num "mico" beira aos 100%. Vide Lula e suas lorotas e Dilma Rousseff e seu "mandioquês".
Não raro, sinto que o presidente Michel Temer e sua equipe estão presos nalgum lugar do século passado, quando os jornalistas ainda fumavam na arena do Roda Viva durante as históricas entrevistas e só apareciam em cena nos raios-x solicitados por urologistas.
Helder Caldeira