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Hélio Negão desmantela desonestidade histórica de Wagner Moura: discurso falso para se perpetuar no poder
20/02/2019 às 08:35 Ler na área do assinante
O deputado federal, Hélio Fernando Barbosa Lopes, também conhecido como Hélio Negão e Hélio Bolsonaro, aproveitou a polêmica envolvendo o filme sobre o terrorista Carlos Marighella e usou as redes sociais para bater de frente com o ator e diretor Wagner Moura.
A ação vem após Moura não medir esforços para denegrir a imagem do Brasil internacionalmente no festival de cinema de Berlim. Em coletiva à imprensa, o diretor afirmou que o Estado brasileiro é racista e ditatorial, ignorando o fato de ter captado mais de R$ 3 milhões de dinheiro público deste mesmo Estado para a produção do filme, via Lei Rouanet.
Carlos Marighella tinha viés comunista e foi o criador da ALN, ação libertadora nacional que agia por meio de atentados terrorista na época do regime militar.
Wagner Moura captou dinheiro da lei Rouanet para transformar o terrorista mestiço em um humanista negro!
Exemplos como este demonstram de forma lamentável que a "grande mídia" se utiliza de distorções históricas com o objetivo de manipular as massas por meio do cinema, livros, teatro e musica com o fim de se perpetuarem no poder por meio destes falsos discursos.
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A polêmica sobre a etnia de Marighela tomou as redes sociais, com alguns internautas publicando a certidão de óbito do terrorista, em que consta a informação "de cor branca".
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No entanto, o jornalista Mário Magalhães, autor do livro "Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo" se pronunciou sobre o caso, afirmando que o terrorista era, com frequência, vítima de racismo.
Marighella era filho de mãe negra e pai italiano, um típico mulato brasileiro, palavra de origem etimológica latina que significa "híbrido", o que justifica a confusão. O episódio deveria servir de lição: enquanto alguns enxergam Marighela como um caucasiano "inequívoco", outros o enxergam como negro, e a esquerda, especialista em relativizar e intransigente quanto às cotas e aos tribunais raciais nas universidades, dessa vez clama por uma verdade absoluta.
O que é inegável é o salto gigantesco do Marighella mestiço da realidade para o Marighella predominantemente afrodescendente de Moura, estrelado por Seu Jorge:
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