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“Roubo” de Kátia Abreu precisa ser analisado com rigor pelo Conselho de Ética
02/02/2019 às 22:06 Ler na área do assinante
O país é testemunho do show circense que a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) e demais membros da famigerada “bancada da chupeta” no Senado já deram no passado ao Brasil.
Mais uma vez assistimos à grande falta de respeito ao Senado e ao país que a senadora Kátia Abreu – exímia na arte de trocar de partido -, lamentavelmente, deu à sociedade brasileira na primeira sessão do Senado, em 2019.
Cenário degradante igual não se vê nem em escola primária. Que negócio é esse? Como se pode acreditar na seriedade de parlamentares como Kátia Abreu, que se arvorou no direito de impor o seu extinto teratológico, bizarro e arrogante ao arrancar das mãos do presidente da Sessão, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), a pasta dos trabalhos sem devolvê-la?
O ato de insubordinação da senadora Kátia Abreu, por si só, já ensejaria motivo de exame pelo futuro conselho de ética da Casa por falta de decoro parlamentar.
É muito lamentável, diante do país e de familiares que foram participar da posse dos novos e das novas parlamentares, o comportamento antirrepublicano de uma senadora, que demonstra desequilíbrio emocional com os fatos adversos decorrentes do estado democrático de direito.
A renovação majoritária do Senado denuncia que o país exige moralização do estamento, e que palhaçadas protagonizadas como as da senadora Kátia Abreu sejam exemplarmente punidas.
Júlio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor (federal) aposentado.